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Como calcular o custo de transporte de chapas cortadas em Campinas, Sumaré e Valinhos

  • Foto do escritor: GIL CELIDONIO
    GIL CELIDONIO
  • 26 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Se você compra ou vende chapas cortadas na região de Campinas, Sumaré e Valinhos, entender como o frete é formado ajuda a negociar melhor, reduzir custos e ganhar previsibilidade nos prazos. A seguir, um guia prático e direto ao ponto.




O que influencia o custo do frete

  • Distância e rota: quilômetros rodados, tráfego e pedágios (Anhanguera, Bandeirantes e Dom Pedro I).

  • Peso real x peso cubado: a transportadora fatura pelo maior entre o peso real e o cubado. Fator rodoviário usual: 300 kg/m³ (confirme com o operador).

  • Dimensões e empilhabilidade: chapas extensas exigem espaço, travamentos e às vezes veículo dedicado.

  • Tipo de material e risco: aço, inox ou alumínio com valores diferentes implicam seguros e cuidados distintos.

  • Urgência e janela de coleta/entrega: embarques expressos, agendamentos e horários restritos elevam o custo.

  • Acessos e restrições: docas, ruas estreitas, ZMRC/rodízios e necessidade de veículos menores.

  • Serviços adicionais: coleta, paletização, embalagem, amarração, içamento, entrega técnica e devolução de canhoto.

  • Pedágios e impostos: pedágios da rota e tributos conforme o regime (ex.: ICMS em alguns estados).

  • Frequência e volume: contratos recorrentes e consolidação de cargas geram melhores tarifas.


Fórmula prática de estimativa

Use a relação abaixo como ponto de partida (valores ilustrativos):


Custo estimado = Tarifa mínima + (KM × Tarifa/KM) + (Peso faturado × Tarifa/KG) + Pedágios + Adicionais + Seguro


Peso faturado = maior entre Peso real e Peso cubado. Peso cubado (rodoviário) = Volume (m³) × 300 kg/m³.


  1. Defina origem e destino (cidade, bairro e CEP).

  2. Some o peso real das chapas e meça as dimensões totais (C × L × A) para obter o volume em m³.

  3. Calcule o peso cubado = Volume × 300 e compare com o peso real.

  4. Escolha o peso faturado (o maior entre real e cubado).

  5. Estime os KM da rota considerando melhor trajeto e pedágios.

  6. Aplique suas tarifas: mínima, por KM, por KG e adicionais (coleta, agendamento, palete etc.).

  7. Inclua pedágios e, se aplicável, seguro ad valorem (percentual sobre o valor da nota + GRIS).

  8. Verifique impostos conforme seu regime fiscal e da transportadora.


Exemplo rápido (valores meramente ilustrativos)

Cenário: Sumaré → Valinhos, 40 km. Carga: 800 kg de chapas cortadas, volume 1,8 m³. Valor da mercadoria: R$ 20.000,00.


  • Peso cubado: 1,8 × 300 = 540 kg → Peso faturado = 800 kg.

  • Tarifa mínima: R$ 120,00

  • Tarifa por KM: 40 × R$ 3,50 = R$ 140,00

  • Tarifa por KG: 800 × R$ 0,25 = R$ 200,00

  • Pedágios: R$ 18,00

  • Coleta/Agendamento: R$ 30,00

  • Seguro ad valorem: 0,15% de R$ 20.000,00 = R$ 30,00 + GRIS R$ 8,00

Subtotal (sem impostos): R$ 546,00. O total final pode variar com impostos, janelas e condições de acesso.



Particularidades locais


Campinas

  • Fluxo intenso no entorno de Viracopos e acesso à Rod. Santos Dumont e Dom Pedro I.

  • Zonas com restrição de horário para caminhões em áreas centrais e comerciais.

  • Prazo competitivo via malha Anhanguera/Bandeirantes para interior e capital.


Sumaré

  • Forte presença industrial (Matão, Picerno), bom acesso à Anhanguera.

  • Coletas em múltiplos pontos ganham com consolidação em janela única.

  • Carretas podem exigir rotas específicas em horários de pico.


Valinhos

  • Ligação ágil pela Anhanguera e Anel Viário Magalhães Teixeira.

  • Bairros com ruas estreitas pedem VUC ou 3/4, impactando o custo.

  • Agendamento em condomínios logísticos agiliza a descarga.


Como pagar menos no transporte

  • Consolide pedidos: menos viagens e melhor tarifa por KG.

  • Padronize dimensões: paletes e cantoneiras otimizam cubagem e reduzem avarias.

  • Programe janelas fixas: coletas/entregas em rotas pré-definidas diminuem custo.

  • Negocie por faixa: tarifas escalonadas por peso e por KM.

  • Escolha operadores locais: bases em Campinas/Valinhos/Sumaré reduzem deslocamentos sem carga.

  • Embalagem e amarração: evita retrabalho e custos de sinistro.


Checklist rápido para cotar agora

  1. Origem e destino com CEP e horário disponível.

  2. Peso total e dimensões (C × L × A) de cada volume.

  3. Quantidade de volumes e empilhabilidade.

  4. Tipo de material e valor da mercadoria (para seguro).

  5. Condições de acesso, doca e equipamentos de carga/descarga.

  6. Prazo desejado e janela de coleta/entrega.

  7. Serviços adicionais (paletização, agendamento, devolução de canhoto).


Quando considerar veículo dedicado

  • Volumes fora de padrão ou chapas muito longas.

  • Urgência crítica ou coleta/entrega multi-pontos no mesmo dia.

  • Necessidade de controle total de risco e manuseio.


Próximo passo

Com os dados do checklist, solicite cotações a transportadoras regionais e compare prazo, cobertura de seguro e tarifário. Assim você encontra o melhor custo-benefício para chapas cortadas em Campinas, Sumaré e Valinhos.


 
 
 

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