Dobra de chapas finas em Campinas, Nova Odessa e Jaguariúna: dicas para evitar rachaduras
- GIL CELIDONIO
- 15 de out. de 2025
- 3 min de leitura
Precisa dobrar chapas finas com qualidade e sem retrabalho? Na região de Campinas, Nova Odessa e Jaguariúna, a demanda por peças leves e precisas cresce a cada dia. Reunimos recomendações técnicas essenciais para evitar rachaduras e garantir produtividade, repetibilidade e ótimo acabamento em suas dobras.
Por que chapas finas racham na dobra?
Raio interno muito pequeno para o material e a espessura.
Matriz V inadequada (abertura muito estreita).
Dobrar no mesmo sentido da laminação, aumentando a tendência a trincas.
Bordas com rebarba, cortes térmicos com microfissuras ou zonas encruadas.
Ferramentas gastas, desalinhadas ou sem polimento no nariz do punção.
Aço inox e alumínios em têmperas duras sem ajuste de raio/processo.
7 dicas práticas para evitar rachaduras
Defina o raio interno correto: como regra geral, comece com Ri ≈ 1,0×t para aço carbono; 1,5–2,0×t para inox; e 1,0–3,0×t para alumínios (dependendo da liga e têmpera).
Escolha bem a matriz V: para aço carbono, use V ≈ 6×t; para inox e ligas mais duras, aumente para 8×t. Aberturas muito pequenas elevam a deformação e provocam trincas.
Cuide do sentido de laminação: sempre que possível, dobre transversalmente ao sentido de laminação. Dobrar paralelo à laminação aumenta o risco de fissuras na linha de dobra.
Prepare as bordas: remova rebarbas, arredonde levemente arestas e polir a linha de dobra reduz o início de microtrincas, especialmente em inox e alumínio.
Ferramentas em bom estado: punção com nariz polido e raio adequado distribui melhor a tensão. Verifique alinhamento e limpeza da ferramenta.
Lubrificação e proteção: em inox e alumínio, use lubrificantes próprios para reduzir atrito e marcas. Se houver furos perto da dobra, mantenha distância mínima segura (veja referência abaixo).
Recursos de projeto: em cantos internos, adote rasgos de alívio; para raios grandes, faça “dobras em etapas”. Ajuste o K-factor e a compensação de dobra para precisão dimensional.
Tabela rápida de raio mínimo por material
Aço carbono baixo teor: Ri ≈ 0,8–1,0×t
Aço inox 304/316: Ri ≈ 1,5–2,0×t
Alumínio 5052-H32: Ri ≈ 1,0–1,5×t
Alumínio 6061-T6: Ri ≈ 2,0–3,0×t (ou considerar têmpera mais maleável para dobras fechadas)
Distância mínima entre furos e linhas de dobra
Como referência prática, posicione furos a uma distância ≥ 2×t + Ri da linha de dobra. Em materiais sensíveis (inox e alumínio duro), aumente a margem.
Ex.: chapa 1,5 mm com Ri 2 mm → distância mínima ≈ 5 mm.
Para recortes alongados próximos à dobra, avalie rasgos de alívio ou redesenho da geometria.
Especificações recomendadas para produção local
Materiais: aço carbono e galvanizado, inox, alumínio.
Faixa típica de chapas finas: 0,5 a 3,0 mm.
Dobra em prensa dobradeira CNC com simulação de sequência de dobras.
Controle de raio, V-die e K-factor documentados para repetibilidade.
Acabamentos: rebarbação, escovação, filme protetor e inspeção dimensional.
Atendimento ágil em Campinas, Nova Odessa e Jaguariúna, com coleta/entrega sob consulta.
Checklist antes de enviar seu desenho
Material, espessura e têmpera (ex.: 5052-H32, 304, SAE 1010).
Raio interno por dobra e tolerâncias de ângulo/dimensão.
Sentido de laminação indicado no plano.
Distância de furos/ranhuras à linha de dobra e necessidade de rasgos de alívio.
Acabamento desejado (escovado, filme, pintura posterior).
Lotes e prazos estimados para otimizar ferramental e custos.
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